ENTÃO, NADA MAIS...

(Soneto)

 

Wilson de Oliveira Carvalho

 

 

E depois então nada mais foi encontrado,

os sonhos de cada um se dispersaram,

os sorrisos fugiram dos lábios, e o que

se sentiu foi a saudade nas madrugadas...

 

Os sussurros deixaram de enfeitar todos

os pensamentos imaginários, aqueles

mesmos que acompanharam exuberância de

todos os atos passados existentes em nossos ais...

 

O tempo está conseguindo dissipar o nosso céu, os fragmentos

 da luz já escassa retrata o que foi nossos impulsos agitados,

barulhentos de reflexos inesperados...

 

Fomos os culpados, sentenciados com a pena máxima,

  já não existem os olhares apaixonados, hoje, os abraços 

  pertencem a um passado alienado, ao sopro desvairado do vento.