O jugo de um Poeta
Princips

Era demasiada a cruz das sinas julianas...
passou o poetar de cânticos longínquos
ouviu-se o labor de letras cristianas...
Gritou seu temor em espasmos profícuos

Sentou-se margeando as luzes à deriva
encontrou o rito mágico da terra elevava
acreditou-se, o poeta, de esperança viva
Chorou seu clamor e de seu peito rasgava

Descortinou o horizonte sombrio, calou,
chorou, teve morto, absorto e contrito,
aflito, pelejou, dia esse o céu desabou...
Rubro céu!
Mas o Poeta, ora ele, vi-o renascer...
suas alvas mãos, seus finos dedos ageis...
ah coração...soprara novamente aos frágeis!

02/05/06

 

 

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